quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Panfleto publicitário



Botequim

Nanquim sobre canson. 42x32.

Jangada de Pernambuco

Acrílica, nanquim sobre Eucatex. 40x30.

Coqueiro de Sirinhaém

Acrílica sobre Eucatex. 50x40.

Abertura

Acabei de chegar em casa, após uma rápida  passada no barzinho, pra bater um papo, com amigos. Dois wiskeys, algumas conversas jogadas fora, dando lugar a um vazio necessário a uma faxina mental, para depois levar seu cérebro a dormir, afinal... vem ai um amanhã.
São 10h45, olhando o relógio, desabafo, ou dez a bafo: Cheguei. Como ainda era cedo, fui arrumar umas coisas na minha prancheta, quando, então, encontro uma caneta, que me fora presenteada por um amigo, por ocasião de uma festa de fim de ano .
Não sei o que me motivou a examiná-la, afinal lá estava a algum tempo, sem que eu nem mais lembrasse da sua existência. Com cuidado, desatei a fita azul brilhante que dava uma certa nobreza à embalagem. Continuando a minha tarefa, descubro uma caixa na qual se abrigava a referida caneta. Sem perda de tempo a retirei da sua embalagem e com agradável  satisfação senti como se a tivesse acordado de um longo sono... Tipo aqueles dos contos de fada. Foi um momento inexplicável, nos despertamos ao mesmo tempo.
Ela é uma graça, elegante, robusta, com características bem definidas de uma perfeita bailarina. Seu passaporte é alemão: tem Pedigree... É uma autêntica DESENGRAPH. Não me contive! Sou latino, a emoção tomou posse. Convidei-a a dançar e, sobre um palco de papel canson, a ensinei a fazer sonhos de mãos dadas. Momentos lúdicos, telúricos se passaram, deixando emoções gravadas em indelével nanquim .
E foi assim. Entrou por uma perna de pinto e saiu por uma perna de pato. E eu sou muito grato por poder sonhar... E assim existo.